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Gestão e Competitividade: Princípios para agilizar o dia a dia do Gestor da Qualidade

A gestão é composta por categorias que dizem respeito ao planeamento, concebimento, desenvolvimento, organização, controlo, coordenação e direção. No seu núcleo, vislumbra-se o desenvolvimento que está intimamente dependente da atuação de todos os ativos de uma empresa. Desses, o gestor da qualidade tem de conseguir fazer sobressair toda uma equipa a partir do seu leque de competências, direcionando-a para um aumento de competitividade no processo produtivo. Então, mas de que forma pode o gestor da qualidade agilizar as exigentes demandas e responsabilidades do dia a dia? É o que vamos procurar responder no artigo de hoje.

Os paradigmas empresariais atuais são consideravelmente diferentes daqueles que se associaram às grandes transformações tecnológicas do século passado. Hoje, as organizações confrontam-se com desafios que dizem respeito à natureza, quantidade, qualidade e diversidade dos recursos, ao trabalho colaborativo entre setores multidisciplinares, integração e coordenação de variáveis produtivas, satisfação das necessidades dos clientes até à criação parcerias, em mercados progressivamente globais, e onde o tempo adquire uma importância maior do que o custo final dos produtos.

Posto isto, a liderança de um gestor da qualidade tem de conseguir criar condições de inspiração, renovação, flexibilidade e adaptação de ativos cada vez mais heterógenos para a eficiência produtiva.

As rotinas de um gestor da qualidade pautam-se por uma procura incessante de informação, para que seja traduzida em know-how e transmitida num fluxo contínuo de atualização de práticas profissionais. Com o objetivo de transferir conhecimento científico, mais do que o empírico, para o interior da empresa, este profissional procura adotar uma postura ativa, proativa e de cooperação, com ênfase nas ações e no fazer acontecer da equipa que orienta.

É um tipo de liderança direcionada para o saber fazer:

– Transferência da sua visão pessoal e de pensamentos inovadores

– Transformação da teoria em prática

– Identificação das causas dos problemas através do controlo de processos

– Correção de não conformidades com ações corretivas

– Análise de tendências

– Melhoria contínua

Princípios para agilizar o dia a dia do Gestor da Qualidade

Planeamento estratégico: definir metas inovadoras a médio e longo-prazo para o cumprimento da missão organizacional. É imprescindível planear todas as etapas do processo e as atividades diárias, para que toda a equipa esteja em consonância e preparada para abordar possíveis obstáculos.

Questionamento constante: fomentar a dúvida em relação ao que visualiza e procurar ser inovador na função que executa.

Monitorização de processos: organizar fluxos contínuos de produção permite aumentar as análises precisas de desempenho. Quando não existem padrões, a tendência é para se verificar uma dispersão da atuação.

Capacidade de resposta: agir de forma concisa, ágil, flexível e criativa sobre situações do dia a dia, tendo em vista uma atempada tomada de decisões e identificação de oportunidades. Considerando o rápido desenvolvimento científico e a evolução constante de tecnologias, o gestor deve cultivar-se diariamente com novas informações, para que possa traduzir esse conhecimento em resultados para a empresa e na capacitação dos operadores.

Decomposição e análise de problemas: Desagrupar cada dificuldade permite conduzir o raciocínio do mais simples para o mais complexo. Posteriormente, deve-se rever todo o processo com o intuito de assegurar que não há informação omitida ou mal considerada. Esta técnica permite estabelecer prioridades, de curto, médio e longo prazo, e economizar tempo diário.

Comunicação: assumir uma liderança que prime por uma comunicação interna de união, colaboração e aprendizagem contínua. A postura do líder deve fortalecer vínculos de confiança e de abertura com base em feedbacks construtivos. Se todos estiverem em sintonia, facilmente existirá uma cultura de resultados dentro da empresa.

Parceria: libertar a ação, com adaptação e prudência, a colaboradores que apresentem níveis elevados de maturidade. Estes ativos estão aptos a serem delegados, para observar e monitorizar, uma vez que assumem as responsabilidades e têm vontade, confiança e competência para tal. Liberta-se o gestor para operadores que necessitem de instruções mais específicas e de uma supervisão constante sobre o seu trabalho. Ou seja, fomentar políticas saudáveis de competitividade interna.

Feedback de clientes: Todos os princípios anteriores devem ser implementados almejando a satisfação dos clientes. Logo, o seu feedback é importante para identificar necessidades e expectativas em relação a um produto ou serviço e perceber se a orientação da empresa é a mais correta.

Em conclusão …

A competitividade das empresas está hoje relacionada com a rapidez de antecipação e adaptação à mudança, opondo-se à tradicional resposta de reação. Neste contexto, os gestores da qualidade assumem diversos papéis fundamentais para alavancar a excelência organizacional.

Um bom líder consegue envolver todos os colaboradores a dirigirem a sua atuação para a melhoria contínua, que não é mais do que uma orientação para o cliente, o que implica um comprometimento avassalador deste ativo com a empresa.

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