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A indústria alimentar e a evolução digital

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Joana Raquel Assis Duarte

Formada em Engª. Química Industrial, Joana Raquel Assis Duarte trabalha há 16 anos na Indústria Alimentar nas áreas de Gestão Operacional de Produto, Planeamento Produção, Controlo de Gestão, Otimização de Processos Produtivos, Logística, Processos de Exportação, Procurement, Compras, Aprovisionamentos e Qualidade e Segurança Alimentar.

A tecnologia encontra-se em constante evolução. Será que as indústrias alimentares se encontram atualizadas tecnologicamente para responder às exigências legais, normativas e dos seus clientes?


Se olharmos para os recursos que os nossos telemóveis nos dão atualmente e os compararmos com os de há 10 anos, houve um longo caminho percorrido. Porque é que a indústria alimentar também não poderá beneficiar da tecnologia? Naturalmente, há o reverso da moeda, mas vamos dar as mãos à tecnologia e caminhar na direção do mundo global.


Pensar fora da caixa é a palavra mandatória. Olhar para os nossos processos e operações diárias, analisá-los e ver onde a tecnologia nos pode realmente ajudar, é muito importante para aprimorar o rigor da qualidade e segurança alimentar nas nossas operações.


Deste modo, enumeramos quatro passos que o vão ajudar nessa tarefa:

1. Requisitos técnicos e suporte informático

É importante a interação da equipa de informática com os técnicos de segurança alimentar, de modo a que, em conjunto, seja adaptada a tecnologia de acordo com as necessidades operacionais.


A existência de uma check-list com todos os pontos de controlo de cada etapa do processo, assim como as respetivas responsabilidades de controlo, é muito importante como base de trabalho. Deste modo, podem ser desenvolvidas ferramentas necessárias à substituição de registos em suporte de papel para obtenção produtiva e expedita dos resultados.

2. Automatização dos controlos ao longo do processo

Na segurança alimentar, a identificação de perigos e respetiva análise ainda não pode ser automatizada, pois requer alguns inputs, tais como brainstorming da equipa, fundamentação bibliográfica, entre outros. Contudo, monitorizações ao longo do processo, como temperaturas, pH, registos de resultados de ensaios e inspeções podem ser facilmente ligadas a autómatos que, de um modo simples, possibilitam uma leitura e tratamento de dados otimizada.


Sabemos que o erro humano de lançamento de resultados ocorre e a automatização dos controlos ao longo do processo será uma otimização importante na garantia da qualidade e segurança alimentar dos produtos.

3. Verificação e validação do sistema de segurança 

Após a automatização dos controlos ao longo do processo, não nos podemos esquecer de verificar e validar a tecnologia com a frequência necessária, como por exemplo a validação dos detetores de metais e os respetivos padrões de deteção.


 Este passo é fundamental para garantir a integridade dos riscos associados a cada etapa.

4. Manutenção preventiva e a tecnologia implementada

Tal como todos os equipamentos, a tecnologia ligada à obtenção de dados para a segurança alimentar necessita de estar incluída no Plano de Manutenção Preventiva (ou outro plano individual).


Nesse contexto, serão garantidos o seu correto funcionamento e a periodicidade definida, com base no impacto da segurança alimentar em curso.

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Todas as Indústrias alimentares caminham com um objetivo comum: produzir produtos seguros, de qualidade e sustentáveis, tendo em vista a satisfação do consumidor final.


Se estivermos preparados para a era digital na indústria, os resultados serão, sem dúvida, melhores e o consumidor final ficará mais satisfeito.

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