ACCEPT, Artigo, Indústria e Tecnologia

O impacto da Indústria 4.0 na Indústria Alimentar

Neste artigo, Bruno Moreira, Responsável de Produção na Lactogal Produtos Alimentares S.A., aborda os impactos da evolução para um contexto de Indústria 4.0, no seu âmbito de atuação, a Indústria Alimentar.

Nos dias que correm, a capacidade de uma empresa se adaptar à volatilidade do mercado constitui um aspeto importantíssimo para que possa alcançar vantagem competitiva.

A par das mudanças que ocorrem no mercado e das diversificadas necessidades dos clientes, o mundo atravessa uma constante evolução tecnológica, na qual a transformação digital se tem revelado como uma prioridade para as organizações.

Por outro lado, compreender a relevância das novas tecnologias corresponde a um tema desafiante para a maioria das empresas, ainda que cada uma delas esteja, na atualidade, integrada na quarta Revolução Industrial, também conhecida como indústria 4.0 (i4.0).

Segundo a ex-chanceler da Alemanha, Angela Merkel, a indústria 4.0 pode ser definida como: “a transformação completa de toda a esfera da produção industrial, através da fusão da tecnologia digital e da internet com a indústria convencional”.

O ACCEPT na Lactogal Produtos Alimentares S.A

A Lactogal reconhece que a transformação digital possui extrema importância, não só para que os seus processos ocorram autonomamente – de um modo fluído e sem grande intervenção do Homem – mas também para que seja possível uma eficaz recolha e uma assertiva análise de dados.

Neste sentido, surge o software ACCEPT que é utilizado por esta empresa agroalimentar, para que sejam efetuadas análises estatísticas de qualidade, possibilitando, consequentemente, um controlo rigoroso dos seus processos.

Reconhecendo as imensas potencialidades deste software, sei que o mesmo apresenta, de igual modo, potencial para crescer imenso, dentro da organização. Desta feita, devo confessar que é ambição da Lactogal: implementar a utilização ininterrupta do ACCEPT – através da extração automática de dados provenientes das consolas das máquinas para o software – ao invés de os operadores inserirem dados manualmente, em períodos de tempo pré-definidos.

Acredito que o impacto desta progressão seja uma mais-valia para a organização, pois permite obter resultados mais precisos no que diz respeito aos seus processos e que se aproxime de uma realidade mais digital, orientada pelos princípios da indústria 4.0, no caso da indústria alimentar.

Por fim, chamo a atenção para o facto de que melhorar qualquer processo ou método numa empresa não é fácil, pois requer transformações, acima de tudo, nos hábitos dos colaboradores. Como tal, qualquer melhoria implementada deve ser vista como uma vitória. Ainda mais aquela que envolve tecnologias.

Na verdade, apesar de os nossos dias serem facilmente predicados como virtuais, a aplicação do digital em algumas realidades nem sempre é pacífica e aceite.  Não só pela complexidade que o mundo tecnológico acarreta, mas também porque mudar mentalidades – e fazer perceber que o “agora” está embebido no “digital” – é a conquista mais difícil, em vários ambientes organizacionais.   

Bruno Moreira

Especialista na área alimentar no ramo dos lacticínios, iniciando atividade em 2002 na Lactogal Produtos Alimentares S.A.

Entre 2009 e 2021, foi Gestor da Produção e Responsável de Produção na unidade de Queijo e Torre de Secagem.

É, desde 2021, Responsável pelo Processo nomeadamente Tecnologia de Fabrico e Tirotecnia, na Lactogal Produtos Alimentares, SA.

Gostaria de implementar SPC, em tempo real, de forma eficiente e digitalizada? Assista ao tutorial.

Este artigo foi útil?

Classifique este artigo

Uma vez que achou este artigo útil...

Siga-nos nas redes sociais